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Caminhões começam o ano com vendas e exportações em alta

Emplacamentos crescem 54,8% em janeiro e exportações quase dobram

Emplacamentos crescem 54,8% em janeiro e exportações quase dobram

A indústria parece respirar mais aliviada neste início de ano, com o sentimento de nada melhor como um ano após o outro. Isto porque o mercado de caminhões começa 2018 com crescimento expressivo de 55% das vendas em janeiro na comparação com mesmo mês do ano passado – aquele sim foi um início de ano difícil para o setor, que na ocasião registrava o pior janeiro desde 1996 em termos de volume de vendas. Embora o total vendido no mês que abre o ano não seja o melhor dos mundos – foram emplacados pouco mais de 4,5 mil caminhões – ainda assim o efeito desse resultado animou as montadoras, que após quatro anos consecutivos de queda apostam na consolidação do crescimento do setor a partir de agora.

O presidente da Anfavea, Antonio Megale, lembra que janeiro é historicamente um mês mais fraco em termos gerais de vendas, ao mesmo tempo em que dezembro é mais aquecido, os chamados efeitos da sazonalidade. Contudo, o volume de janeiro ainda ficou bem abaixo da média dos últimos 10 anos, considerando apenas o resultado de janeiro, que é de 8,7 mil caminhões.

 “É um crescimento bastante razoável, mas com uma base [de comparação] muito baixa. O importante é que voltamos ao crescimento e começamos o ano melhor do que 2016 e 2017”, afirma Megale.

De fato, apesar do crescimento sobre janeiro de 2017, que foi um mês muito ruim (quando as vendas caíram 37%), na comparação de janeiro/2018 sobre dezembro/2017 há uma queda de 25%. Apesar disso, o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, destaca que o desempenho de janeiro provou que o ambiente de negócios está muito mais favorável do que nos anos anteriores.

gráfico caminhões

Parte do que se vendeu em janeiro ainda é reflexo do que foi negociado na Fenatran, em outubro passado, efeito que, segundo Moraes, deve refletir nos emplacamentos até março. Além disso, ele cita fatores que melhoram a confiança e a expectativa do empresário, seja de grandes corporações ou de micro, pequenas e médias empresas, como o próprio PIB, cuja expectativa de crescimento para este ano pende para o crescimento entre 2,5% e 3%, e com efeitos que já são sentidos pelo setor de caminhões.

A maior parte desta reação vem do agronegócio: é o segmento que demanda caminhões pesados e extrapesados, de categoria acima de 15 toneladas de PBT (peso bruto total). Este setor vai continuar impulsionando a economia como um todo neste ano e em especial o mercado de caminhões, avalia a Anfavea, que também vê com bons olhos as movimentações que já ocorrem nos demais segmentos de veículos comerciais, como os subsegmentos de semileves, leves e médios.

“O varejo está começando a crescer por conta da distribuição maior nos centros urbanos; setores como o de bebidas e químico denotam que outros segmentos da economia estão retomando; isso mostra que estamos no caminho de crescimento em linha com as projeções para o ano”, analisa Moraes.

O primeiro mês ainda é insuficiente para prever com certeza o que será do mercado nos próximos meses do ano, mas a Anfavea sustenta a projeção de que este será um período de crescimento, dada as condições atuais. Logo no início de 2018, ao apresentar o balanço de 2017, as fabricantes divulgaram previsões que mostram um mercado em curva ascendente: as montadoras apostam que os negócios devem superar as 79 mil unidades vendidas, incluindo caminhões e ônibus (a Anfavea não separa as projeções do segmento pesado). Se acertar, isso significará um aumento de quase 25% sobre o volume de 63,7 mil feito no ano passado. Também não será o suficiente para recuperar todas as perdas dos últimos quatro anos, mas é um começo.

“É um número robusto [aumento de 24,7% das vendas] e possível de atingir. Está em linha com o que foi dito pelas montadoras durante a Fenatran, que apostaram em índices de crescimento entre 20% e 30%”, conclui.

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES

“As empresas estão fazendo suas malas e todas estão procurando clientes lá fora.” É com humor que Moraes conta a rotina das montadoras instaladas no Brasil ao planejar expandir seus negócios além das fronteiras. “A ideia é ter um mix equilibrado entre mercado interno e exportação justamente para quando houver volatilidade, ter uma produção mais equilibrada”, defende. “Não há um consenso, mas há montadoras que defendem que o ideal deveria ser de 40% do volume de produção destinado às exportações”, explica.

Desde o ano passado, os números de exportações têm sido animadores para o setor, que não perdeu o ritmo em janeiro: registrou aumento de 83% dos embarques sobre igual mês de 2017, para um total de 1,95 mil unidades. A meta é chegar no fim do ano com 42,2 mil unidades vendidas lá fora, alta de 12,8%, na somatória com chassis de ônibus.

Para sustentar os negócios aqui e lá fora, a produção segue mais acelerada: no primeiro mês do ano, as linhas de montagem entregaram 57% mais caminhões do que em idêntico período do ano passado, com volume pouco acima dos 7 mil veículos.

Fonte: Automotive Business

06/02/2018

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