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Ferrovias impulsionam integração do Centro-Oeste e acesso ao mercado internacional

 
Estudo do Ipea mostra que a Norte-Sul e a Centro-Atlântica favorecem a presença brasileira na China, no Oriente Médio e na União Europeia

Estudo do Ipea mostra que a Norte-Sul e a Centro-Atlântica favorecem a presença brasileira na China, no Oriente Médio e na União Europeia

 

As ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica vêm contribuindo de forma significativa para escoar a produção do Centro-Oeste, à medida que impulsionam as economias locais, a integração multimodal, e fortalecem a participação brasileira no mercado internacional. A tendência é de ampliação das exportações de produtos dessa região para a China, o Oriente Médio e a União Europeia. Essa tendência deve se confirmar a partir da plena operação da Ferrovia Norte-Sul, que ainda mantém um trecho de 855 km subutilizado para o transporte de carga.

A análise consta do estudo Contribuições das Ferrovias Norte-Sul e Centro-Atlântica na Expansão do Vetor Externo da Economia do Centro-Oeste, publicado nesta quinta-feira, 24, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Coordenado pelo pesquisador Murilo Pires, em parceria com a professora Flavia Resende, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o estudo destaca a importância dessas ferrovias para facilitar as exportações regionais. Em sua maioria, os grãos e derivados, minérios, produtos siderúrgicos e combustíveis são exportados por meio de navios graneleiros. Eles seguem para portos da Ásia – China, Hong Kong e Macau –, do Oriente Médio e da União Europeia, fortalecendo a participação da região Centro-Oeste na lógica dos mercados globais.

Entre 1997 e 2010, ressaltam os pesquisadores do Ipea e da UFG, houve queda nas exportações para a União Europeia e aumento das vendas para China, Hong Kong, Macau e Oriente Médio. Se em 1997 esses destinos comerciais asiáticos respondiam por pouco mais de 5% do total exportado pelo Centro-Oeste, em 2010 eles abocanhavam 37% das exportações. A partir de 2010, mais de 40% das exportações da região passaram a se destinar à China, Hong Kong, Macau e Oriente Médio, seguindo-se países da União Europeia.

O estudo mostra que as rodovias ainda concentram parte importante do transporte de cargas e pessoas no Brasil, porém, modais alternativos ao rodoviário ganharam importância no sistema de transporte nacional, em especial as ferrovias, que, por causa de suas especificidades, apresentam um diferencial no valor do frete em relação ao transporte rodoviário. As ferrovias também respondem por uma maior capacidade de levar principalmente produtos agrícolas e minérios do Centro-Oeste aos principais centros de consumo nacional e internacional.

Fonte: IPEA

Outubro 2019

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