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Guedes diz querer fazer ’40 anos em 4′ na integração do Brasil com o mundo

Para o ministro, a integração pretendida pelo Brasil não se dá apenas via comércio, mas também por meio de investimentos - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Para o ministro, a integração pretendida pelo Brasil não se dá apenas via comércio, mas também por meio de investimentos – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira que sua intenção é fazer “40 anos em 4” no que diz respeito à integração da economia brasileira à mundial. Ele participou do seminário “O NDB e o Brasil: Parceria Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável”, em Brasília. “Não queremos só maiores fluxos de comércio, mas também de fluxos financeiros”, afirmou o ministro. O NDB (Nova Banco de Desenvolvimento) é o banco dos Brics.

Segundo Guedes, a integração pretendida pelo Brasil não se dá apenas via comércio, de acordo com o ministro, mas também por meio de investimentos. “Agora, estamos conversando com os Brics” para aumentar a integração, disse o ministro.

Durante a palestra, Guedes chegou a falar que o Brasil já estava trabalhando para estabelecer uma zona de livre comércio com a China. “Agora, estamos conversando com a China sobre a possibilidade de considerarmos uma ‘free trade area’ [área de livre comércio]”, disse.

Posteriormente, em uma entrevista a jornalistas, o ministro negou e lembrou que o governo vem buscando maior integração econômica com diversos países. Ele citou o acordo do Mercosul com a União Europeia (UE) como exemplo.

Guedes disse também ver grandes oportunidades para aumentar as relações comerciais com a Índia. “Nos trancamos em armadilha de baixo crescimento. Queremos sair dessa armadilha e começar a trilhar o caminho para prosperidade. Uma das principais ferramentas é a integração”, disse.

Ele destacou que o NDB, é “peça fundamental desse jogo”. Para ele, tanto o Brasil quanto o banco estavam “atrasados” nas relações, referindo-se à baixa participação do país no portfólio da instituição. “O governo do Brasil estava quebrado e sem projetos para oferecer. O NDB estava ocupado acelerando o crescimento da China e da Índia”, disse Guedes.

Ele destacou que China e Índia são hoje “indutores do crescimento mundial” porque souberam abrir suas economias.

“Temos uma parceria à frente muito importante com o NDB. Os senhores têm como nos ensinar a nos integrarmos à corrente mundial de comércio”, disse.

‘Evolução da energia barata’

Guedes voltou a dizer ser possível derrubar o preço da energia de 30% a 40% em dois anos. “Teremos à frente a evolução da energia barata”, disse. O ministro destacou também que o governo deve começar a ter uma visão “mais de longo prazo” nos investimentos.

Segundo ele, não interessa que uma empresa “pague muito pela autorização e depois não invista”. “Nosso objetivo não tem que ser maximizar a arrecadação e minimizar investimentos futuros. Não podemos pensar só em fechar o buraco neste ano.”

Guedes voltou a criticar o modelo dos leilões do pré-sal. “Vimos agora que a cessão onerosa não é um bom marco institucional. Só não vê quem não quer, isso tem que mudar”, afirmou. Na semana passada, ele culpou o regime de partilha pelo desempenho aquém do esperado do leilão do excedente da cessão onerosa.

Fonte: Valor

13/11/2019

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