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Ipea projeta queda no PIB em 2020 por conta do impacto do Covid-19

Pesquisadores analisaram cenários em que isolamento social duraria mais um, dois ou três meses

Pesquisadores analisaram cenários em que isolamento social duraria mais um, dois ou três meses

 

Diante da pandemia associada ao novo coronavírus (Covid-19), as previsões para o desempenho da economia mundial foram fortemente revistas para baixo. A partir da análise das medidas de política econômica apresentadas para mitigar os efeitos da crise aguda, os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentam previsões para a economia brasileira condicionadas ao tempo de isolamento social. A análise de conjuntura trimestral foi divulgada nesta segunda-feira (30).

No cenário de quarentena até o final de abril, a previsão é o PIB encerrar o ano com variação negativa de 0,4%. Nos cenários com isolamento por dois e três meses, o resultado do PIB seria de – 0,9% e – 1,8%, respectivamente. “Mantemos fixa a hipótese de rápida recuperação parcial da atividade econômica já no terceiro trimestre deste ano”, informa o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Castro Souza Júnior. Ele ressalta, no entanto, que essa hipótese depende da efetividade das políticas econômicas mitigadoras sendo adotadas no Brasil e no mundo, e de um relativamente rápido avanço no controle da pandemia, que permitiria a retirada gradual das medidas restritivas.

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O estudo do Ipea inclui uma revisão para baixo das projeções de inflação para 2020. Para o IPCA, a previsão passou de 3,3% para 2,9%. Já para os preços administrados, a expectativa recuou de 3,9% para 3,4%, enquanto a projeção de inflação de bens livres (exceto alimentos), antes de 1,7%, passou para 1,5%. No caso da inflação de alimentos, a previsão foi ajustada de 4,2% para 3,8%. Para o setor de Serviços, segmento mais impactado pela crise, a expectativa de alta de preços recuou de 3,3% para 2,8%.

Atividade econômica em queda

O Grupo de Conjuntura do Ipea também faz uma análise dos indicadores mensais. Apesar do ritmo de aceleração da economia no início de 2020, deve haver queda no desempenho dos indicadores a partir do mês de março, por conta dos efeitos da pandemia do Covid19. Para fevereiro, cujos números ainda não foram divulgados, a previsão dos pesquisadores é de alta de 0,3% na produção da indústria na comparação com janeiro, na série com ajuste sazonal. Há estimativa de alta de 0,4% para o comércio e recuo de 0,3% para os serviços (segmento que deve ser mais fortemente impactado) no mesmo período.

A pandemia do Covid-19 também deve impactar as indústrias extrativas, que encerraram 2019 com queda de 1,1% no PIB, ainda influenciada pelo desastre ocorrido na barragem de Brumadinho. O Ipea trabalhava com um cenário de recuperação para o setor, mas revisou a projeção de crescimento de 6,5% para 2,5% em 2020.

PIB Agro em alta

Sob a ótica da produção, as principais commodities agropecuárias brasileiras deverão sofrer pouco impacto decorrente da Covid-19. Levando em consideração a previsão de safra do IBGE e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o PIB agropecuário deve fechar 2020 com um crescimento de 3,8%. Mesmo com a simulação do impacto de choques negativos na economia em razão do novo Coronavírus, semelhantes à crise de 2008, a expectativa é positiva: alta de 2,5% sustentado pela estimativa de safra recorde de soja.

Fonte: IPEA

30/03/2020

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