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São Paulo testa pagamento por aproximação em ônibus

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A prefeitura de São Paulo apresentou uma parceria com bandeiras e adquirentes para iniciar um teste público e aberto com pagamento por aproximação – via NFC – nos ônibus da capital. Iniciando na próxima segunda-feira, 16, a solução estará em 200 ônibus de 12 linhas da SPTrans e funcionará por meio de cartão contactless de crédito, débito, pré-pago ou dispositivos como smartphone, pulseiras ou relógios com NFC.

Durante o lançamento nesta quinta-feira, 12, o prefeito Bruno Covas (PSDB-SP) defendeu o uso da tecnologia como algo que “traz melhorias para a população” em especial pela agilidade na hora de pagar, uma vez que basta encostar o cartão e passar pela catraca.

Pelo lado financeiro e tecnológico, participam da iniciativa Mastercard, Visa, Elo, Cielo, Stone, Nubank, Santander, Digicon e Empresa1. E pelo lado de mobilidade urbana está a SPTRANS e os ônibus das viações Ambiental Transportes, Auto Viação Transcap, Mobibrasil Transporte, Movebuss, Sambaíba, Transpass, Transunião Transportes, Transwolff, Viação Gato Preto, Viação Grajaú, Viação Metrópole Paulista, e Viação Santa Brígida.

Detalhes técnicos

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Inicialmente, a cobrança é apenas para uma passagem (R$ 4,30) e servirá apenas para uma viagem. Há um limite de cinco compras de passagens em 30 minutos e dez compras em uma hora. Não haverá integração com outros modais ou período de viagem gratuita. Nos primeiros meses de testes, a taxa de transação não será cobrada.

Quem porta o cartão ou dispositivo com NFC não precisa encostar o cartão na máquina, basta aproximar entre 5 cm e 2,5 cm para efetuar o pagamento. A conectividade usada para a transação é aquela que está dentro do ônibus (Wi-Fi, 3G ou 4G). Em caso de desconexão, a compra da passagem é realizada offline.

Expectativas

Presente no lançamento da solução, João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard no Brasil e Cone Sul, destacou que todas as operadoras conversaram e se integraram para lançar a solução. Além disso, ele vê vantagem na coleta de dados para entender melhor o consumidor e, em um segundo momento, melhorar o uso do transporte público.

“Eu tenho um robô de inteligência (próprio) para analisar as transações. Eu posso usá-lo para oferecer melhores informações para o consumidor, como avisá-lo para sair cinco minutos mais cedo”, disse Paro Neto. “Basicamente, eu coleto hora, local, valor e terminal da transação (numeral e anonimizado)”.

Por sua vez, Fernando Teles, presidente da Visa no Brasil, aponta como diferenciais na plataforma de pagamento nos ônibus: a expansão do contactless, que começa a chegar aos usuários de baixa renda; a troca do dinheiro por meios eletrônicos em transações; e a melhora na mobilidade urbana.

Marina Correa, analista de pagamentos da Stone, vê a solução como uma vitrine para levar o pagamento via NFC para outras capitais brasileiras. Mas também acredita que pode ser um caminho para ligar diversos serviços de transportes nas grandes cidades: “A gente começa a ver o contactless mudando a forma de consumo. Pegando exemplos de Londres e São Francisco, eu consigo trazer interoperabilidade (de pagamento) em diferentes modais. Mas para isso acontecer, todas as empresas precisam trabalhar em conjunto”.

Testes e público

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O projeto dura três meses ou até 500 mil transações. Importante lembrar que a solução não serve para pagamentos no metrô ou trens de São Paulo. O sistema de ônibus de São Paulo transporta 10 milhões de pessoas por mês. As linhas que participam dos testes, 3 milhões.

Um executivo presente no evento disse que, usando como base as transações contactless no metrô do Rio de Janeiro, a expectativa é que passe das 500 mil compras de passagens em menos de três meses. Ele cogita a expansão para outras linhas da cidade tão logo o objetivo seja alcançado.

Por outro lado, Correa, da Stone, acredita que ainda há muito trabalho a ser feito: “Acredito que o piloto deve cumprir o seu prazo (três meses) e ir até o final do ano. Leva um pouquinho de tempo para migrar a transação do dinheiro físico (em espécie) para o cartão sem contato”.

As linhas atendidas têm como intuito entender o comportamento dos consumidores no período, como explicou Carlos Fernando Ferreira, diretor de novos negócios da Cielo: “Tem um pedaço em cada região para testar os hábitos de consumo. Eu repasso essas informações para os participantes, mas eu posso pegar uma informação e estudar para a melhorar a experiência do consumidor e do ecossistema”.

Confira as primeiras linhas com pagamento NFC:

675R/10 Grajaú – Metrô Jabaquara (média de 122.410 passageiros);

715M/10 Jd. Maria Luiza – Lgo. da Pólvora (348.830 passageiros);

807M/10 Term. Campo Limpo – Shop. Morumbi (325.956 passageiros);

908T/10 Pq. D. Pedro ll – Butantã (165.580 passageiros);

917M/10 Morro Grande – Metrô Ana Rosa (169.912 passageiros);

917M/31 Morro Grande – Metrô Ana Rosa (19.461 passageiros) – Linha complementar;

2002/10 Term. Bandeira – Term. Pq. D. Pedro ll (72.920 passageiros);

2590/10 União de Vl. Nova – Pq. D. Pedro ll (192.655 passageiros);

4031/10 Pq. Sta. Madalena – Metrô Tamanduateí (264.433 passageiros);

5129/10 Jd. Miriam – Term. Guarapiranga (378.006 passageiros);

5129/41 Jd. Miriam – Sto. Amaro (133.493 passageiros) – Linha complementar;

6030/10 Unisa-Campus – Term. Sto. Amaro (317.436 passageiros);

9300/10 Term. Casa Verde – Term. Pq. D. Pedro ll (171.025 passageiros);

9500/10 Term. Cachoeirinha – Pça. do Correio (229.038 passageiros);

Fonte: Mobiletime

12/09/2019

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