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Scania Brasil aproveita vantagem da globalização

Mathias Carlbaum: investimento em tecnologia gera crescimento no mundo todo para a Scania Nova geração de caminhões traz ganhos tecnológicos e crescimento global para a operação brasileira

Mathias Carlbaum: investimento em tecnologia gera crescimento no mundo todo para a Scania
Nova geração de caminhões traz ganhos tecnológicos e crescimento global para a operação brasileira

Mais do que novos produtos, na semana passada o estande da Scania na Fenatran mostrava os bons resultados da sua nova geração de caminhões, que um ano após a Europa começaram a ser entregues a clientes brasileiros em 2019 com recorde de 75% de crescimento das vendas na comparação com o período janeiro-setembro de 2018, o que recolocou o País na posição de maior mercado individual da marca sueca no mundo. E mais do que expansão doméstica, a fabricação de veículos globais em São Bernardo do Campo (SP) representa uma nova onda de globalização da operação no Brasil, que desde os anos 1990 integra o mapa mundial de manufatura da Scania, com forte vocação de exportações, que representam atualmente perto de 30% da produção – um excelente remédio anticrises locais.

“Ser um núcleo global de produção da Scania no Brasil significa exportar para mercados além da América Latina. Isso tem sido uma vantagem para nós, porque nos sustentamos mesmo na crise com a fábrica brasileira operando em alta. Com a nossa geração de caminhões essa condição ganha ainda mais força, já fazemos veículos Euro 6 aqui e isso torna possível exportar daqui para qualquer mercado europeu”, destaca Mathias Carlbaum, vice-presidente e chefe global de operações comerciais da Scania.

O executivo, que já dirigiu a Scania Brasil de 2014 a 2016 antes de assumir o posto atual, afirma que atualmente perto de 50% do portfólio da marca é igual aqui e na Suécia, o que permite usar os dois polos de produção para exportar a qualquer lugar do mundo, conforme for mais conveniente ao fluxo produtivo.

Segundo Carlbaum, a Scania vive um bom momento no mundo todo e precisa de todas as suas fábricas para atender os clientes porque investiu fortemente em tecnologia, com a família atual de caminhões que consomem até 12% menos do que os da geração anterior, além do desenvolvimento de veículos eletrificados ou com motores que consomem combustíveis alternativos, menos poluentes e renováveis.

“Os clientes percebem claramente as vantagens de ter um produto global de alta qualidade. Com a nova geração ganhamos três pontos porcentuais de participação de mercado na Europa e no Brasil o crescimento está sendo mais rápido”, aponta. No mercado brasileiro, a Scania domina quase um quarto das vendas de caminhões pesados (acima de 15 toneladas de PBT e 40 toneladas de PBTC).

Para Carlbaum, o mercado brasileiro tem agora maior potencial de crescimento do que no resto do mundo onde a Scania atua, “porque aqui a crise já aconteceu e o momento é de retomada da economia, enquanto globalmente o cenário é de desaceleração daqui para frente”.

Evolução tecnológica para reduzir emissões

Com a expectativa de que 10% da frota global de caminhões sejam de modelos elétricos, Mathias Carlbaum avalia que inicialmente esses modelos vão ocupar maiores espaços no segmento de distribuição urbana de mercadorias, com gasto menor de energia e maior disponibilidade de pontos de recarga das baterias. Para rotas de transporte de longas distâncias a eletrificação encontra grandes limitações.

Ele cita que um caminhão de grande porte na Europa precisa ter autonomia mínima de quatro horas e meia – é o intervalo de descanso do motorista previsto pela legislação europeia. “Para isso seria necessário carregar algo como 3,5 toneladas de baterias, que custam dois terços do valor do veículo. Isso inviabiliza o caminhão 100% elétrico com baterias para rotas de longa distância”, pontua.

“Mas teremos de encontrar soluções para reduzir as emissões desse segmento também. Uma delas é o modelo híbrido, que desliga o motor a combustão quando entra em perímetros urbanos. Solução muito mais rápida é o uso de combustíveis alternativos como HVO, gás ou biogás, todos já disponíveis em muitos países. Por fim, também teremos as estradas elétricas, nas quais os caminhões rodam conectados à rede (como trólebus ou trens)”, enumera Carlbaum. “Calcula-se que se 10% das rotas forem eletrificadas, já atenderiam 70% da circulação de cargas na Europa. O custo para eletrificar uma via é calculado em US$ 1 bilhão por quilômetro. Isso não é nada em relação ao benefício, vai acontecer. A Suécia já anunciou que vai eletrificar 1,5 mil quilômetros de estradas”, destaca.

Em maior ou menor grau, Carlbaum acredita que o Brasil também vai evoluir e adotar diversas dessas tecnologias, especialmente aquelas que dizem fazem efeito direto na redução de custos operacionais, como já está acontecendo. Mas ele lembra que não é só o powertrain que reduz consumo, custos e emissões: “Antes de falarmos em eletrificação e combustíveis alternativos, a digitalização e conectividade têm grande potencial para aumentar a economia dos caminhões. Estamos só no começo dessa jornada, mas é uma grande oportunidade”, ressalta.

A Scania já tem 400 mil caminhões conectados no mundo, 25 mil no Brasil. “Isso vai avançar muito rápido no País, porque os benefícios são enormes e as tecnologias são relativamente baratas. É também uma boa oportunidade de mostrar a criatividade dos brasileiros para desenvolver soluções nesse campo.”

Fonte: Automotive Business

23/10/2019

 

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