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SIMEFRE e Fiesp: Juntos pela mobilidade urbana

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A pandemia do novo coronavírus exige que os governos, a classe empresarial, as entidades de classe e a sociedade civil repensem seus modos de produção, trabalho e mobilidade, entre outras formas de relacionamento social. É urgente que se adote uma nova forma de viver que preserve a saúde, o trabalho, o direito de ir e vir e o meio ambiente.

Diante desse novo cenário, o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários, Rodoviários e de Duas Rodas (SIMEFRE), que reúne os fabricantes de trens, vagões ferroviários, sinalização e materiais de via permanente, ônibus, implementos rodoviários, motor homes, motocicletas, motonetas, bicicletas e patinetes, congregando assim a indústria de veículos e equipamentos voltados ao transporte e mobilidade de passageiros e cargas, reúne condições de ter uma visão global e integrada dos meios de transportes que podem ser melhor utilizados nas cidades e estradas.

Entidades de classe, entre elas a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), vem desenvolvendo estudos e pesquisas que orientem essa nova direção que ora se impõe.

Assim, o SIMEFRE se junta à FIESP no esforço conjunto para encontrar soluções que devolvam à sociedade civil e aos trabalhadores em geral tranquilidade para enfrentar o novo dia a dia e o retorno às atividades pós pandemia, no que diz respeito à micromobilidade, principalmente pelo uso da motocicleta e da bicicleta.

Com esse objetivo, o SIMEFRE, representado por seu Diretor Executivo, Francisco Petrini, encaminhou à FIESP sua contribuição que trata desse tema para que seja incorporada ao trabalho do Departamento de Infraestrutura (DEINFRA / FIESP) voltado para a Mobilidade Urbana, a ser difundido para os órgãos do governo e cidades brasileiras.

No documento, o SIMEFRE reproduziu alguns artigos veiculados pela imprensa, falando da importância da micromobilidade, que ganhou força com a pandemia COVID 19.

O ex-secretário dos Transportes do Município de São Paulo, Sérgio Avelleda, pontuou no Jornal Estado de São Paulo do dia 20 de maio de 2020, o seguinte:

“A estrutura cicloviária da cidade avançou bastante são quase 500 quilômetros, o que é muito significativo. Mas as ciclovias carecem de melhores conexões, e vejo que a Prefeitura tem trabalhado nesse sentido. É fundamental que tenha uma rede conectada de ciclovias para que as pessoas possam percorrer toda São Paulo, todos os bairros. E é muito importante, também, que o transporte público esteja integrado nesse planejamento, de forma que o uso das bicicletas seja articulado com todo o sistema de transporte da cidade”.

“Investir em ciclismo e caminhada: por necessidade, na pandemia, essas atividades aumentaram e mostraram às pessoas que são formas perfeitas de se locomover para tarefas essenciais. São modais acessíveis, que promovem estilos de vida saudáveis, geram benefícios econômicos e possibilitam o acesso das pessoas ao transporte público.”

“O estímulo possibilitará a criação de uma infraestrutura de ônibus e trânsito de alta qualidade: com a redução no tráfego de automóveis nos núcleos urbanos durante a pandemia, as cidades tem a oportunidade de usar as vias de forma mais criativa além de uma estrutura expandida para ciclismo e caminhada, outra boa solução seria implementar faixas de ônibus exclusivas, que tornam as viagens mais rápidas e diminuem as emissões de gases causadores do efeito estufa.”

Já Luciana Nicola, superintendente de relações institucionais, sustentabilidade e empreendedorismo do Itaú Unibanco, nesse mesmo jornal e data destaca:

“A micromobilidade, mais especificamente o uso da bicicleta, tem sido uma das medidas mais incentivadas pelas grandes cidades, por ser uma opção econômica e segura na realidade do novo coronavírus. Bogotá (Colômbia), Vancouver (Canadá) e Berlim (Alemanha) são algumas das metrópoles que estão ampliando sua malha de ciclofaixas para facilitar viagens essenciais mais seguras e desafogar o transporte coletivo. Questões urgente que têm sido discutidas aqui em São Paulo e outras capitais brasileiras.

Assim como no âmbito individual, em que cada unidade familiar precisará adequar sua rotina a esse novo normal, as administrações das cidades também precisarão levar em conta esses fatores de qualidade e torna-los acessíveis à população em geral. Desse modo, é necessária uma transformação para acomodar esses deslocamentos, aprimorando a infraestrutura nos bairros afastados e propiciando ambientes m ais seguros e com melhores condições sanitárias no centro. Tais mudanças devem fazer parte da atuação do poder público e do investimento social privado nos próximos anos.”

Veja abaixo a íntegra das sugestões apresentadas pelo SIMEFRE:

PROJETO DEINFRA/ FIESP/Contribuição SIMEFRE/Maio/2020

INDAGAÇÕES

1. Quais caminhos e quais mudanças?

A pandemia escancarou a urgência de mudanças estruturais da sociedade brasileira. Tudo se acelerou, Home Office, Coworking, Delivery, e-commerce, Lives, Streaming…

1. Fim do pensamento e modo de vida do século XX: Menor intenção a ser proprietário x Maior intenção de ser usuário de bens e produtos

1.1 Ênfase na saúde e nos valores interiores

1.2 Teletrabaho e moradia próxima ao local de trabalho

1.3 Busca por novos conhecimentos

2. Conceito de valor agregado às atividades: Empresas mais responsáveis incluindo valores adicionais ao produto e serviço em si

2.1 Preocupação social e ambiental

2.2 Produtos menos agressivos ao ambiente

2.3 Processos de reciclagem e de reaproveitamento de itens no final de vida útil

3 Solidariedade e empatia: princípios sobrepondo o lucro a qualquer preço

4 Novos hábitos de higiene, de convivência e de interação com uso de tecnologia e informática

4.1 Reconfiguração do comércio de varejo, bares e restaurantes delivery

4.2 Novas tendências culturais imersivas, com tours virtuais e apresentações em modelo streaming

4.3 Educação à distância

Referência: https://brasil.elpais.com/opiniao/202004 13/como o coronavirus vai mudar nossas vidas dez tendenciasparao mundopospandemia.html

2. Pensaremos mais na sustentabilidade do planeta? As 3 Tendências ambientais do Pós Pandemia

2.1 Crítica à produção industrial de animais que dá origem a novas doenças. As autoridades e, principalmente os consumidores, deverão questionar a necessidade de medidas de precaução. Elas envolvem grandes mudanças na lógica da produção em massa. Mas o mundo já está virando de cabeça para baixo de qualquer forma.

2.2 Menos ar condicionado e mais janelas abertas

A redução no uso do ar condicionado também diminuirá o consumo de energia e o vazamento para a atmosfera de gases refrigeradores com alto potencial de efeito estufa. Respiraremos melhor.

2.3 Valorização das áreas naturais (A vez das Bicicletas e Motocicletas)

O ar puro e a paisagem natural têm efeito reconhecido para a saúde mental, para recompor a imunidade. Muitas cidades fecharam o acesso aos parques públicos urbanos, privando os cidadãos desses espaços verdes.

Referência: https://exame.com/blog/ideiasrenovaveis/oito megatendências ecológicas para o mundo pós coronavirus/

3. Como será afetado o transporte público? Em que patamares os transportes públicos voltarão? Os impactos da COVID 19 no transporte já são graves:

1 Queda no volume de pessoas transportadas:

1.1 opção pelo transporte individual

1.2 opção pelas atividades não presenciais

Em Nova York, por exemplo, o metrô recebeu 90% menos passageiros na primeira semana de abril se comparado ao mesmo período do ano passado. Em São Paulo, o número de passageiros dos serviços de ônibus caiu 70% na primeira semana de quarentena

2 Redução da oferta dos serviços de transporte público e consequente queda na arrecadação tarifária das empresas administradoras dos transportes coletivos:

2.1 séria possibilidade de aumento no valor da tarifa para compensar a retração no volume de uso

2.2 alteração da forma de repasse e de financiamento pelo Poder Público ao transporte coletivo

2.3 dificuldades de manutenção e renovação da frota

Uma das consequências imediatas da redução da demanda é a perda de receitas tarifárias. Em Nova York, a agência estadual MTA que opera o metrô da cidade pediu um auxílio federal de 4 bilhões de dólares para os próximos 12 meses. O programa de auxílio financeiro emergencial do governo federal dos EUA prevê U$25 bilhões para as agências de transporte. No Brasil, operadores de transporte solicitam R$2,5 bilhões por mês em ajuda emergencial e organizações da sociedade civil propõem mudanças na forma de remuneração do serviço

Referência: https://itdpbrasil.org/mobilidadee pandemia o que podemos esperar para o futuro da ida nas cidades/

4. Problemas como medidas sanitárias, temos que repensar: Investimentos do governo em infraestrutura fito sanitária Agua tratada, esgoto tratado

Reprocessamento de resíduos sólidos

Medidas de higiene em locais públicos

Preservação de recursos ambientais naturais

Reavaliação de ocupação do espaço público

Referência: https://www.comexdobrasil.com/medidasfitossanitarias a hora e agora/

5. A bicicleta e a motocicleta terão papel importantíssimo neste pós coronavírus, por conta do transporte, mobilidade, sustentabilidade, racionalidade e economia.

As principais cidades do mundo já se reorganizam para alterar medidas da mobilidade urbana:

Bruxelas iniciou a primeira fase de suas medidas pós confinamento em 4 de maio, rapidamente expandindo em cerca de 40 quilômetros sua rede ciclística.

Berlim aproveitou a redução de tráfego para ampliar parte de suas ciclovias.

Londres, os atuantes da área de saúde receberam acesso grátis temporário a bicicletas elétricas, como cortesia dos vendedores de bicicletas e companhias de mobilidade partilhada.

Milão, se irá converter 35 quilômetros de ruas em mais espaço para ciclistas e pedestres, com limites de velocidade mais baixos, ciclovias improvisadas e calçadas mais largas.

Vancouver, Denver, Budapeste, Nova York, México, criaram ciclovias temporárias.

Bogotá, acrescentou mais de 100 quilômetros de vias marcadas por cones de tráfego, a fim de tirar a pressão do sistema de ônibus expressos Transmilenio.

No Brasil, o uso de motocicleta, ao lado da bicicleta se notabilizou durante a pandemia, especialmente nos grandes centros urbanos, como meio de entrega em casa (delivery), e essa tendência deve se manter em alta.

A alternativa como atividade profissional de “moto entregador” ou “bike entregador” se oferece como forte tendência diante da recessão e das dificuldades de retomada na oferta do emprego formal. A disseminação dos aplicativos corrobora essa tendência. As medidas de distanciamento dos restaurantes e comércio convencional também.

A opção pela motocicleta e pela bicicleta se tornam alternativas viáveis em relação ao transporte individual por automóvel e ao transporte público coletivo, não apenas como garantia ao distanciamento social, mas também pelo baixo custo de aquisição, menor custo de manutenção.

A alta dos combustíveis para compensar a queda no consumo, será outro fator preponderante em favor dos veículos de 2 rodas.

Referência: https://www.dw.com/ptbr/como a pandemia est%C3%A1 transformando a mobilidade urbana/a 53458785

6. É fundamental incluir as bicicletas, motocicletas, e as respectivas ciclovias, ciclofaixas, motovias, motofaixas, definitivamente nas redes de transporte e mobilidade das cidades

O planejamento urbano, medida prevista na Lei nº 12.587/2012, sofreu adiamento no cronograma de implantação, por meio da Lei nº 14.000/2020, e essa postergação abre uma excelente oportunidade de discussão com as autoridades municipais.

Art. 24. O Plano de Mobilidade Urbana é o instrumento de efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana e deverá contemplar os princípios, os objetivos e as diretrizes desta Lei, bem como:

II a circulação viária;

III as infraestruturas do sistema de mobilidade urbana, incluindo as ciclovias e ciclofaixas; (Redação dada pela Lei nº 13.683, de 2018) (…)

V a integração dos modos de transporte público e destes com os privados e os não motorizados;

VI a operação e o disciplinamento do transporte de carga na infraestrutura viária; (…)

VIII as áreas de estacionamentos públicos e privados, gratuitos ou onerosos;

IX as áreas e horários de acesso e circulação restrita ou controlada; (…)

XI a sistemática de avaliação, revisão e atualização periódica do Plano de Mobilidade Urbana em prazo não superior a 10 (dez) anos

Referência: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20112014/2012/Lei/L12587.htm

Fonte: SIMEFRE

25/06/2020

 

 

 

 

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