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União repassa R$ 152 mi para estender Linha 9 da CPTM

CPTN

Uma das maiores parcerias do governo Jair Bolsonaro com a administração do tucano João Doria no Estado de São Paulo começa a sair finalmente do papel nesta sexta-feira. Com um repasse de R$ 151,7 milhões do Ministério do Desenvolvimento Regional, será dada ordem de serviço nas obras de prolongamento da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A extensão da linha em 4,5 quilômetros, com duas novas estações (Varginha e Vila Mendes-Vila Natal), deve beneficiar 110 mil pessoas por dia e estava prevista originalmente para 2015. Houve, porém, dificuldades que iam desde a quebra de construtoras contratadas até a impossibilidade de transferência dos recursos federais. A gestão anterior de Geraldo Alckmin (PSDB) havia feito um tipo de licitação incompatível com exigências da União.

De acordo com o ministro Gustavo Canuto, apesar da austeridade fiscal, foram liberados praticamente R$ 2 bilhões no ano passado para projetos de mobilidade urbana em todo o país. Ele destaca um aspecto das transferências: localidades governadas por adversários políticos de Bolsonaro foram igualmente contempladas. São os casos dos metrôs de Fortaleza e de Salvador, ambos geridos pelos governos estaduais, que são do PT – o Ceará recebeu R$ 94,2 milhões, e Salvador, R$ 193 milhões.

Os dois são importantes e tiveram investimentos robustos do ministério. E são governos contrários à linha do presidente, lembrou o ministro. Isso deixa claro, segundo ele, que essa conversa de que a União está boicotando adversários não procede.

O ministério fez ainda repasses de R$ 108,3 milhões para o sistema rápido de ônibus (BRT) Transbrasil, em construção no Rio de Janeiro, e R$ 44 milhões para outro corredor em Campinas (SP).

Para este ano, a meta é garantir recursos e impedir que grandes obras de mobilidade (como metrôs e BRTs) sejam interrompidas. Canuto cita uma pesquisa segundo a qual, nas 28 regiões metropolitanas do Brasil, mais de 20% da população leva pelo menos 60 minutos para fazer o trajeto casa-trabalho ou trabalho-casa. São duas horas por dia perdidas no trânsito. Com investimentos em transporte de massa possibilitando que se reduza o tempo de deslocamento dos empregados, você aumenta a produtividade. Ao aumentar a produtividade você aumenta a eficiência e a maior eficiência leva ao crescimento real da economia, afirma o ministro.

Questionado sobre o processo de privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Trensurb, Canuto admitiu que há atraso na contratação dos estudos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No entanto, ele antecipa um aspecto da modelagem que está praticamente certo.

A CBTU, que tem operações em cinco capitais do país, deverá ser mesmo cindida. O metrô de Belo Horizonte, considerado o único rentável da rede, seria privatizado sozinho. Há possibilidade de construção de uma segunda linha com recursos de pouco mais de R$ 1 bilhão provenientes de um acordo fechado pela União com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que está devolvendo trilhos em estado precário e pagando uma indenização.

No caso das redes operadas pela CBTU na região Nordeste – Recife, Natal, João Pessoa e Maceió – há dificuldade em fechar a conta. A alternativa pode ser uma parceria pública-privada (PPP) com aportes do Estado.

Fonte: Valor Econômico

15/01/2020

 

 

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