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Vendas da VWCO crescem 51% e colocam fim à crise

O novo Volkswagen Delivery: família de caminhões leves e médios já representa 30% das vendas da VWCO

O novo Volkswagen Delivery: família de caminhões leves e médios já representa 30% das vendas da VWCO

Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), no fim de 2017 previa que 2018 marcaria o fim da crise e a volta do crescimento das vendas de veículos comerciais no País, após severa recessão que em quatro anos fez sumir mais de dois terços desse mercado. Os resultados deste ano mostram que Cortes estava certo, mas errou (e muito) no porcentual de recuperação. Um ano atrás, escaldado pelo longo período de quedas constantes e profundas, a previsão era de expansão na casa dos 20%. Mas de janeiro a novembro os emplacamentos de caminhões já avançaram quase 50% e de ônibus 27%, enquanto a VWCO cresceu 51% em ambos os segmentos no período.

“Sempre fui um otimista, mas não esperava tanto, achava que crescimento de 20% já seria um resultado muito positivo. Isso só reforça minha convicção que o pior já passou, atravessamos o período mais difícil de nossa história que chegou ao fim em 2018”, diz Roberto Cortes.

O executivo avalia que o principal ingrediente para a volta mais acelerada do crescimento do mercado de comerciais pesados está na “recuperação da confiança dos empresários”. Ele lembra que a compra de caminhões e ônibus são decisões de investimentos em bens de capital, “e para voltar a investir é preciso confiança no futuro, o que está acontecendo agora, por isso o mercado reaqueceu”, afirma.

Para 2019, no entanto, Cortes evita fazer projeções, amarrado pelo período de silêncio que antecede o lançamento de ações em bolsa do Grupo Traton, do qual a VWCO faz parte desde agosto passado, quando foi criado o braço de veículos comerciais independente do Grupo Volkswagen, que reúne as marcas VW Truck & Bus (ou VWCO), MAN, Scania e RIO. “Mas posso dizer que as perspectivas são muito positivas, o potencial de crescimento é bastante grande”, aposta. Sobre a rentabilidade, também cerceado pelas regras de uma companhia aberta, ele se limita a dizer que “está melhorando”.

CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA

Com expectativa de encerrar o ano com pouco mais de 21 mil caminhões vendidos das marcas Volkswagen e MAN, o crescimento de 51% da VWCO levemente acima do desempenho médio do mercado nacional é explicado, segundo Cortes, em grande medida pela nova linha Delivery lançada no fim do ano passado. Os modelos leves e médios da família inteiramente renovada já representam cerca de 30% das vendas. “Ainda não competimos na faixa mais alta dos extrapesados, que é o segmento que mais cresce [hoje no Brasil], por isso nosso resultado pode ser considerado muito bom”, pondera.

No segmento de ônibus, com mais de 3 mil chassis vendidos, a expansão da VWCO está muito acima da média: o crescimento de 51% sobre 2017 é quase o dobro do avanço de 27% do mercado. Cortes credita o resultado à recuperação de clientes antigos e vendas importantes em licitações vencidas do programa Caminho da Escola e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). A VWCO vai fornecer entre este ano e o próximo 3,4 mil ônibus escolares e mais 500 unidades a programas do MDS. “Esses contratos são o principal motivo de nossa expansão acentuada no segmento”.

Se o mercado doméstico surpreendeu, as exportações ficaram muito abaixo da expectativa no início de 2018, quando a estimativa era de crescimento de até 30% sobre 2017. A crise na Argentina, onde são feitas cerca de metade das vendas externas da VWCO, fez os negócios recuarem. Mas ainda assim o ano deve fechar no campo positivo, com expansão de 7% nos embarques na comparação com o ano passado, incluindo caminhões exportados montados ou desmontados em CKD. “É um bom porcentual tendo em vista que as exportações do setor não devem aumentar em torno de 1% este ano”, compara o executivo.

O resultado positivo é devido especialmente pelo crescimento de quase 20% das vendas no México, onde desde 2004 a VWCO faz montagem de alguns produtos com partes importadas do Brasil e também importa caminhões já montados. Este ano o país deverá responder por cerca de 35% das 9 mil unidades que deverão ser exportadas pela VWCO.

“Esperamos a recuperação do mercado argentino a partir de 2019 e estamos indo bem no México. Mas vamos atingir mais países externos com o nosso plano de internacionalização lançado há três anos. Com o novo Delivery estamos crescendo em vendas no Chile, Paraguai, Uruguai e Peru. Esta semana estamos apresentando produtos em Bogotá, na Colômbia”, destaca Cortes.

PRODUÇÃO EM ACELERAÇÃO

A fábrica da VWCO em Resende (RJ) está gradualmente acelerando a produção. Pouco mais de um ano atrás a unidade operava só em um turno apenas quatro dias por semana, com ociosidade superior a 70%. Hoje o ritmo é de quase dois turnos, com o segundo período ainda parcial na linha maior e dois completos na montagem dos caminhões extrapesados MAN TGX e de chassis de ônibus.

Já foram contratadas 350 pessoas que estão em treinamento este mês e vão entrar em ação a partir de janeiro, quando a expectativa é de operar em dois turnos cheios. “Vamos assim dar vazão para atender todos os pedidos, principalmente do Delivery”, informa Cortes.

Fonte: Automotive Business

05/11/2018

 

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